Grafiteiros Convidados
Nina Moraes
Jornalista pós-graduada em Expressão Gráfica (FAUPUC-RS), Nina contabiliza mais de 20 importantes exposições no país. Há oito anos utiliza a rua como um dos suportes para suas pinturas, basicamente feitas com os lambe-lambes, adesivos e, sobre tudo, tinta látex, rolinho e pincel. As formas, essencialmente femininas, primam pelo movimento e seus seres lúdicos parecem saídos de um cult movie ou de um circo freak show. São retratos que parecem frágeis e até mesmo tristes, mas um olhar atento às figuras revela uma estranha força repleta de sarcasmo e magnetismo. É colaboradora da editora Companhia das Letras, de revistas da Editora Abril (Bravo!, VIP, Saúde, Nova Escola), Zupi, Carta Capital, Void, Vista, Aplauso, Con Ninõs (Barcelona), entre outras.
Flávia Ramos
Flah é natural de Itapevi (São Paulo). Graduada para atuação na área de comportamento humano e relações sociais, participa de projetos dos quais utiliza o grafitti como instrumento para despertar as noções de moral, posições políticas e ideológicas dos sujeitos. Na atuação profissional desenvolve a arte como ferramenta de treinamento de funcionários de empresas, de forma a estimular aprendizados e complementar o conhecimento das pessoas.
Anarkia
Panmela Silva e Castro integra um movimento político-social que utiliza o grafitti como ferramenta de promoção aos direitos das mulheres. Estudou na Escola de Belas Artes da UFRJ. O posicionamento serve de inspiração para seu trabalho artístico, premiado por instituições brasileiras e internacionais. Recebeu o Hutúz como “Grafiteira da década” e o Vital Voices Awards na categoria “Direitos Humanos”. Além disso, trabalhou com importantes organizações como a ONU, OEA, Rosa Luxemburgo, Família Ayara, Festival Manifesto, FASE e Caramundo.
Emol
Emerson de Oliveira Brito é paulista de Diadema. Artista visual, nos últimos meses tem viajado ao nordeste do país para aprofundar sua pesquisa sobre culturas locais distintas no país. Tem trabalhos realizados em capitais brasileiras e internacionais – seja nas ruas, em eventos ou exposições em galerias. Atua também como produtor cultural e arte-educador, em parceria com entidades sociais.
Farinha
Carlos Alexandre Barbosa é graduado em Artes Visuais (UEPG – PR). Professor, desenhista, ilustrador e grafiteiro, há oito anos realiza oficinas em Ponta Grossa (PR). Desenvolveu em parceria com a secretaria de cultura da cidade o evento Grafitti no Escadão – que reuniu artistas visuais de destaque nacional. Participou de exposições coletivas e dois salões de artes plásticas. Faz intervenções de grafitti pelas cidades paranaenses e em encontros de grafiteiros da região.
Chambs
O paulistano Alexandre Ramos Souza atua na cultura Hip Hop desde 1997, primeiro como b.boy – integrante da Sampa Masters até 2004 – e hoje, como grafiteiro. Representa o grupo Os Congz e mescla nos seus trabalhos de grafitti a riqueza da natureza mesclada à rotina urbana. Participa de projetos culturais como o Projeto Arrastão, Hip Hop Quilombola, Associação Favela Igualdade e Respeito ao Menor Adolescente (Taboão da Serra), ONG Instituto Viva Melhor, entre outros. Realiza trabalhos de ilustração para grandes marcas, oficinas e workshops de grafitti, participa de exposições nacionais e internacionais e tem duas participações no programa Manos e Minas, da TV Cultura.
Binho Ribeiro
Um dos pioneiros do street art no Brasil e América Latina. Conquistando respeito por onde passa, Binho desenvolve um apelo singular de expressão, dando vida a todos os elementos de sua criação. Não é a toa que seu estilo arrojado ilustrou as embalagens de Nescau, campanhas publicitárias da Ford, Brasil Telecom, Motorola, Red Bull, Nike, Skol, Ecko, Guaraná Antártica, Sony, Colorgin, Bob Burniquist, entre outras.
Tinho
Walter Nomura, Tinho, é formado em Artes Plásticas pela FAAP (São Paulo) e contribui para o reconhecimento do graffiti como movimento artístico no país, além de elevar o nome do Brasil entre os principais e mais criativos produtores de Arte Urbana no mundo. Tinho participou da produção de um mural coletivo na cidade de Berlin, durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2006, além de uma série de exposições agendadas por países diversos desde então. A sua produção faz uma relação entre o indivíduo e as metrópoles, registrando em colagens, desenhos, pinturas e projetos de instalações estes emaranhados de informação.
Jackson Brum
Envolvido com a arte do grafitti há doze anos e arte-educador há cinco, Jackson Brum é designer e instrutor de grafitti. Presidente da ONG Circulando Informação e Arte Urbana e coordenador do Ponto de Cultura Circulando Cultura é Saúde, é também membro do MHHOB-RS (Movimento Hip Hip Organizado Brasileiro). Acumula na sua carreira uma série de exposições, workshops, produção de projetos participação em fóruns e eventos de iniciação científica.
Sipros
O grafiteiro Wellington Naberezny, Sipros, tem 26 anos e reside em Itapevi, zona oeste de São Paulo. Iniciou sua carreira na arte urbana no final da década de 90, inspirado nas pichações comuns nos muros das cidades paulistas. Ficou conhecido com seu personagem “Orelhudo”, que faz uma analogia às crianças da periferia. Elas são fonte de inspiração e reflexão, já que é comum enquanto grafita que este público esteja observando seu trabalho. Em 2009 mergulhou em um novo estilo de pinturas, realistas, e em pouco tempo seu traço foi reconhecido por todo o país. Neste ano integrou o Projeto Tamborarte, iniciativa que oferece à população o contato com a produção e a linguagem do grafitti, com trabalhos expostos por áreas públicas de São Paulo. Sipros é também arte-educador que auxilia na inclusão social de menores em liberdade assistida. Hoje, está realizado por viver de street art. Participou de exposições coletivas e encontros de grafitti importantes no calendário nacional.

