
Ganhador do prêmio Coreógrafo Revelação em 2004, Ricardo Schier volta à Joinville para falar do prêmio: uma viagem com todas as despesas pagas ao Festival de Dança de Lyon, na França.
Coreógrafo revelação da edição de 2004 do Festival de Dança, Ricardo Scheir retorna para Joinville com novas referências profissionais. Scheir, que ganhou como prêmio uma viagem internacional para participar de um evento de dança ligado a sua especialidade, esteve na Bienal de Dança de Lyon, na França. A viagem foi realizada em setembro de 2004 e o tema da Bienal foi a dança da Europa.
“Foi uma experiência profissional muito enriquecedora. Tive toda a logística necessária garantida pelo prêmio do Festival, fui muito bem recebido e pude conhecer a Bienal de Lyon, que estimula as mais diversas linguagens, da dança-teatro, ao neoclássico, clássico e demais gêneros”.
Considerado um dos principais eventos de dança da Europa, a Bienal de Lyon reuniu mais de 50 companhias que se apresentam durante 10 dias num evento que promove espetáculos em sete teatros simultaneamente. “Era difícil escolher o que assistir”, conta Scheir, que dirige e coreografa para o grupo Pavilhão D, de São Paulo.
Além de assistir aos espetáculos de grupos da França, Polônia, Itália, Dinamarca e Alemanha, entre outros países, o coreógrafo participou de workshops e ensaios. Um deles, foi o do grupo do coreógrafo grego Andonis Foniadakis. Para Ricardo Scheir, esta oportunidade foi considerada fantástica. Ele conheceu o trabalho do coreógrafo em Joinville, quando assistiu ao Ballet du Grand Théâtre de Genéve. A companhia suíça foi o destaque da Noite de Gala do Festival em 2004 e o trabalho de Andonis integrou o espetáculo com a coreografia Selon Désir. “Já tinha ficado impressionado com o trabalho deste coreógrafo aqui em Joinville e tive a chance de acompanhar um ensaio do grupo dele”, lembra Scheir.
Para Scheir, a Bienal de Lyon lhe deu a certeza de que a dança brasileira está em pé de igualdade com outros países. “O que ainda nos diferencia são os investimentos, a infra-estrutura e as políticas culturais. Aqui, no Brasil os bailarinos precisam cuidar da parte técnica e artística e ainda se preocupar com a produção, a infra-estrutura, correr atrás de patrocínios. Lá, as companhias têm apoio com facilidade”.
Outra lembrança da Bienal foi o desfile de rua, que ocorre durante o evento. “É um desfile que reúne escola de samba, os grupos e bailarinos da Bienal e até programas sociais”. Scheir pôde assistir ao desfile de camarote, junto com o conselheiro artístico Roberto Pereira.
Ricardo Scheir – coreógrafo do Pavilhão D
Natural de São Jerônimo (RS), 43 anos. Saiu aos 8 anos da cidade natal e foi morar com a família
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Assessoria de Imprensa Festival de Dança de Joinville
23/07/2005
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