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Festival de Dança de Joinville - Toda a arte da dança.

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MOSTRA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA
Noites 21, 22 e 23
Teatro Juarez Machado -  22 horas
      
Dia 21
Tápias Cia de Dança, do Rio de Janeiro (RJ), abre a noite com a apresentação de três coreografias: Rede, de Giselle Tápias; Solo, de Rami Levy; e Semelhante, de Henrique Rodovalho. A bailarina Flávia Tápias interpreta as coreografias.

Na seqüência, entra em cena a Solos Cia. de Dança, do Rio de Janeiro (RJ) com os trabalhos Vela à Pilha, de Henrique Rodovalho, e Eles Assistem e Eu Danço, de João Saldanha. Os bailarinos Daniel Calvet e Mônica Burity, interpretam os trabalhos, respectivamente.

Dia 22
Staccato Cia. de Dança, de São Caetano do Sul (SP)  abre a noite com o duo Filhos de Papiza. As bailarinas Paula Peixinho Sanchez  e Silvia Linhares Martins interpretam a coreografia de Luis Feron.

Em seguida entre no palco a Icógnum Cia. de Dança, de Recife (PE). que apresenta o trabalho Forever.

Dia 23
Márcia Milhazes Dança Contemporânea, do Rio de Janeiro (RJ). Os bailarianos Al Crisppinn, Ana Amélia Vianna e Pim Bonnprakob encerram o evento com a coreografia Tempo de Verão, de Márcia Milhazes.


Sobre os grupos e coreografias

Tápias Cia de Dança, do Rio de Janeiro (RJ)
Fundado em 1994, pela diretora e coreógrafa Giselle Tápias, o grupo explora a linguagem teatral, o balé clássico e a dinâmica muscular dentro do conceito contemporâneo. Experimentação, integração e superação são palavras-chaves no trabalho da Tápias, que traz para Joinville as coreografias Rede, Solo e Semelhante. A intérprete dos trabalhos é a bailarina Flávia Tápias.
Coreografia: Rede, de Giselle Tápias, explora os diversos significados culturais desta palavra, seja como símbolo de adaptação, acomodação e conquista; como sujeito cênico que interage ou simplesmente, objeto utilitário que inspira. A duração da coreografia é de 13min30s.
Coreografia: Solo, de Rami Levi, foi criado especialmente para a intérprete Flávia Tápias. Com música de Krishna Deis, o trabalho traduz a experiência do coreógrafo de Israel em trabalhos anteriores. A duração é de 6min40s.
Coreografia: Semelhante, de Henrique Rodovalho. Com música de Porter Ricks, a coreografia parte de cada traço de movimento, cada pedaço corporal. Ao contrário do que o nome sugere, o trabalho não busca semelhanças. A duração é de 6min30s.

Solos do Rio Cia de Dança, do Rio de Janeiro (RJ)
A Solos do Rio é resultado do Projeto Solos de Dança no Sesc, realizado no Rio de Janeiro, em março deste ano. Os solos Vela à Pilha e Eles Assistem e Eu Danço integraram o projeto do Sesc e agora serão apresentados pela primeira vez no Sul através da Mostra de Dança Contemporânea de Joinville.
Coreografia: Vela à Pilha, de Henrique Rodovalho, com interpretação do bailarino Daniel Calvet. A coreografia expõe o homem diante de um elemento comum: pequenas lanternas. A partir deste encontro e de movimentos precisos, surgem possibilidades de relações entre este homem, movido pela razão, com este elemento quase banal. Neste trabalho de 14 minutos de duração, o bailarino interage com 28 lanternas ao som de Animatrix.
Coreografia: Eles Assistem e Eu Danço, de João Saldanha, com interpretação de Mônica Burity.O trabalho é na verdade um exercício criativo sobre a concepção de um material artístico proposto pelo coreógrafo e pela intérprete. A música é de Sasha Amback e a coreografia tem 16 minutos.

Staccato Cia. de Dança, de São Caetano do Sul (SP)
A Staccato de São Caetano surgiu profissionalmente no ano de 2002 por iniciativa da coreógrafa e diretora Carin Polido Ferreira. O grupo já atuava desde 1998, com trabalho de pesquisa, e se consolidou como companhia feminina. Formada por cinco bailarinas, a Staccato estréia no Sul com o duo Filhos de Papiza.
Coreografia: Filhos de Papiza, de Luis Ferron, interpretada pelas bailarinas Paula Peixinho Sanchez e Silvia Linares Martins, é uma metáfora sobre a jornada do homem em busca da sabedoria. Com a música Bolero, de Ravel, a coreografia instiga a trajetória do guerreiro e seu guardião. As bailarinas compõem o duo de 10 minutos inspirado no ritual do guerreiro e arquétipos mitológicos.

Icógnum Cia. de Dança, de Recife (PE)
Formada há cinco anos pelas bailarinas Cristiane Barbosa e Taynanda Carvalho, a companhia recifense tem como característica brincar com o limite e o equilíbrio em movimentos que variam do clássico, aos acrobáticos e de capoeira. Formada por cinco bailarinos, quatro mulheres e um homem, a Icógnum estréia no Sul através da Mostra de Dança Contemporânea.  
Coreografia: Forever, de Ivaldo Mendonça, traz movimentos inspirados numa colagem musical de 13 sucessos dos Beatles. A coreografia, interpretada por cinco bailarinos, resgata sentimentos inerentes ao homem e que se repetem de geração em geração, como desejos, temores e esperanças. O trabalho também é uma homenagem ao grupo britânico, que para a Icógnum, ainda é atual nas mensagens cotidianas. Com figurinos dos anos 60 e 70, a coreografia tem 22 minutos de duração.

Márcia Milhazes Dança Contemporânea, do Rio de Janeiro (RJ)
Companhia independente formada em 1994, a Márcia Milhazes tem como proposta investigar a cultura brasileira e trabalhar convicções que envolvam e desvendem as fronteiras entre o erudito e o popular. O trabalho autoral da companhia é fruto da investigação da cultura brasileira na música, literatura e artes plásticas. Os bailarinos da companhia são de formações distintas e trazem para Joinville Tempo de Verão, eleito o melhor espetáculo de 2004 pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e selecionado pelo Comissariado Brasilero Ano do Brasil na França para fazer parte da programação cultural.
Coreografia: Tempo de Verão, de Márcia Milhazes, com interpretação dos bailarinos Al Crisppinn, Ana Amélia Vianna e Pim Boonprakob. O trabalho surgiu a partir do fascínio por valsas, que remetem à memória afetiva da coreógrafa, e de anotações literárias escritas durante uma longa viagem fora do Brasil. Três pessoas, três véus e três aventuras de infindáveis variações sutis conduzem os movimentos da coreografia que tem 1 horas de duração.


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