Noite de Gala

Noite de Gala apresenta Ballet du Grand Théâtre Genève, da Suíça

Há 12 anos fora dos palcos brasileiros, o Ballet du Grand Théâtre Genève será, com certeza, um dos grandes acontecimentos do 22º Festival de Dança de Joinville. A companhia se apresentará na Noite de Gala, dia 26 de julho, às 20 horas, no Centreventos Cau Hansen, em Joinville, Santa Catarina, com os espetáculos Para-Dice, Remansos e Selon Désir. O Ballet du Grand Théâtre Genève, que vem ao Brasil a convite do Festival de Dança de Joinville, também aproveitará a viagem para se apresentar no Rio de Janeiro e em São Paulo.

    Fundada em 1962, a companhia foi dirigida ao longo dessas décadas por grandes nomes da dança como George Balanchine (1904-83), Peter Van Dyk (1929-97) e Oscar Araiz (1940). Com 23 bailarinos de 14 nacionalidades, é dirigida hoje por Philippe Cohen.

O assistente de produção da companhia, Vitório Casarin, explica que o Ballet pauta sua programação na diversidade de linguagens. “São três linguagens opostas dentro da dança contemporânea. Indiscutivelmente cada espetáculo é uma obra prima. São três poesias em palco”, resume.

Nesta vinda ao Brasil, o Ballet du Grande Théâtre Genève tem como um dos objetivos apresentar uma companhia aberta ao mundo de hoje e que assume as diferenças culturais.

Os trabalhos que integram a companhia suíça: Para-Dice, Remansos e Selon Désir são coreográfados por Saburo Teshigawara, Nacho Duato e Andonis Foniadakis, respectivamente.

Para-Dice é o novo trabalho do japonês Saburo Teshigawara, que num jogo de ilusões remete à própria definição da arte da dança: “Dançar é uma escultura feita de ar, espaço e tempo. Eu danço para fazer o tempo sumir, eu danço para criar o tempo”.
   

Remansos, sobre a música “Valsas Poéticas”, de Enrique Granados é inspirada no mundo literário de Garcia Lorca. O espetáculo é uma explosão de ingenuidade num namoro contínuo com a platéia em movimentos penetrantes. Extremo vigor, linhas geométricas e uso dinâmico do espaço são alguns dos atributos deste trabalho do coreógrafo espanhol Nacho Duato.

Selon Désir, assinada pelo grego Andonis Foniadakis, busca na abertura monumental do Coro da Paixão de São Mateus de Bach a inspiração para os movimentos e intercâmbios da dança. As noções de Céu e Inferno, as imagens da fé, martírio e exaltação na dor, destacam o contraste entre a elevação espiritual – sinônimos de evanescência e levitação – e a energia da terra, representada nos corpos entrelaçados dos bailarinos.

    Vale ressaltar que a chave do sucesso do Ballet du Grand Théâtre Genève é a opção multicoreográfica, na qual não existe a figura do coreógrafo residente como na maioria das grandes companhias européias. Desta forma, o GTG conta no seu diversificado repertório com trabalhos de ícones da dança contemporânea como William Forsythe, John Neumeier, entre outros profissionais.

Na Suíça, o GTG se apresenta regularmente no Gran Théâtre e promove workshops e seminários em diversos locais da cidade, além de temporadas por outras cidades suíças e do exterior, convidado por diferentes países como Alemanha, França, Espanha, China, México e Egito.


 
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