Noite de Abertura

BALLET DO TEATRO COLÓN ABRE O FESTIVAL DE DANÇA DE JOINVILLE COM MONTAGEM COMPLETA DE COPPELIA
Bailarinos, cenários e figurinos vêm diretamente da Argentina para apresentação única no Brasil

Mais de 2,5 toneladas de equipamentos, cenários e figurinos já saíram de Buenos Aires, na Argentina e estão a caminho de Joinville, Santa Catarina, onde no dia 21 de julho acontece a única apresentação no Brasil do espetáculo “Coppelia”, em sua versão completa, com o Ballet Estable Del Teatro Colón. O evento marca a abertura da 22ª edição do Festival de Dança de Joinville. Para o espetáculo o grupo argentino, um dos mais tradicionais do mundo dentro do gênero clássico, virá com 65 bailarinos, além de técnicos e equipe de apoio - cabeleireiros e responsáveis por figurinos, sapatilhas e trocas de roupa. Há seis anos o Colón não se apresenta no Brasil.

Notabilizado como um evento voltado à formação de profissionais e desenvolvimento da dança, o Festival de Dança de Joinville deve reunir este ano mais de 4.500 participantes vindos de todo Brasil e do exterior. Para Carlos Adauto Virmond Vieira, presidente do Instituto Festival de Dança, entidade organizadora do evento, a vinda do Colón é uma oportunidade única para os participantes e público em geral. “Estamos proporcionando a estudantes, professores e aficionados da dança a chance de acompanhar a montagem completa de um clássico da dança, com seus três atos, apresentada por uma das companhias mais tradicionais do mundo”, afirma Carlos Adauto.
   

Com a direção artística da cubana Marta García e ensaiados pelos professores Cristina Delmagro, Orlando Salgado e Leandro Regueiro, o elenco do Ballet Estable del Teatro Colón trabalha para alcançar o mais alto grau da dança e continuar assim a história de seus fundadores, que iniciou em 1925.

O enredo de Coppelia

Coppelia é originalmente uma ópera, composta pelo francês Léo Delibes (1836-1891) e coreografada em 1870 por Arthur de Saint-León (1821-1870). A versão que o ballet argentino encenará no Centreventos Cau Hansen, palco principal do Festival de Dança de Joinville, é a do cubano Enrique Martinez, que desde 1983 vem sendo executada pelo Colón. A cenografia e o vestuário são de José Luciano Varona.

O ballet conta a história de um triângulo amoroso formado pela jovem Swanilda, seu noivo Franz e Coppelia, uma boneca mecânica criada pelo Dr. Coppelius. De tão perfeita, a obra-prima do Dr. Coppelius desperta o interesse de Franz. Orgulhoso de sua criação, Dr. Coppelius costuma deixar Coppelia na janela de sua fábrica de bonecos fazendo o movimento mecânico de atirar beijos. Franz vê Coppelia e pensa que ela é filha de Coppelius. Swanilda surpreende o noivo respondendo aos beijos mecânicos da boneca e ameaça romper o noivado.

    Depois de dançar com amigos para mostrar-se indiferente a Franz, Swanilda consegue entrar na fábrica de Coppelius e descobre que Coppelia é uma boneca. A jovem veste as roupas da boneca e assumindo seu lugar. Franz entra na loja em busca da "filha" de Coppelius, que aproveita a oportunidade para tentar realizar um sonho: dar vida à Coppelia. Depois de embriagar Franz, Coppelius é surpreendido por Swanilda que entra na brincadeira e finge ganhar vida deixando o fabricante enlouquecido com suas danças rápidas e sensuais.

Por fim, preocupada com o noivo, Swanilda revela sua identidade. Coppelius desmaia e o casal foge. No último ato, durante as bodas de Swanilda e Franz, Coppelius resolve pedir indenização pelos prejuízos causados em sua loja. No final, todos se entendem e o ballet encerra em clima de alegria e confraternização.


 
  < voltar  
     
  Desenvolvido por Grupo NovoCom