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21/07/2003
Balé Castro Alves é a grande atração
da Noite de Gala
Nesta terça-feira, o Balé Teatro
Castro Alves, de Salvador, apresenta dois de seus espetáculos
no Festival de Dança de Joinville. Os espetáculos
"Pracatum", de Tíndaro Silvano, e "O
Arquivo e a Missão", de Cláudio Bernardo,
prometem trazer ao palco do Centreventos Cau Hansen duas das
mais belas peças de dança da Bahia.
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Balé Teatro Castro Alves
"Pracatum"
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O balé "Pracatum" trabalha
a ilustração abstrata do universo percussivo
de uma provável Bahia dançante e feliz. O espetáculo
manipula o reciclado em suas tonalidades, texturas, timbres,
formas e frases coreográficas. O objetivo, explica
o coreógrafo Tíndaro Silvano, é apresentar
um ambiente onírico conduzindo o olhar e o ouvido do
espectador numa viagem prazerosa dentro de um quebra-cabeças
de som, luzes e movimentos.
Quanto à música, Carlinhos Brown,
compositor da trilha sonora de "Pracatum", comenta
que o trabalho foi feito como se fosse uma música inacabada:
"Toda vez que o bailarino vai ao céu e dá
um acento no tablado do teatro, a música é modificada,
ou seja, sempre que alguém dança, o acorde é
outro".
Já o espetáculo o "Arquivo e a Missão",
estreado no Teatro Castro Alves em maio de 2001, foi criado
depois que duas grandes pesquisas etnográficas foram
feitas no Brasil, entre 1928 e 1940. Uma delas, chamada "A
Missão de Pesquisas Folclóricas", e a outra,
"O Arquivo Luís Corrêa de Azevedo",
serviram como recursos para compositores da época,
como Camargo Guarniere e Heitor Villa Lobos, incorporarem
o folclore e as músicas populares do Brasil em suas
próprias composições.
"A maioria dessas músicas acompanha
certas danças rituais, dramáticas e sociais,
o que favoreceu minha escolha de trabalho sobre esse material,
traduzindo-o livremente numa linguagem contemporânea",
explica o responsável pelo cenário, figurino
e coreografia do espetáculo, Cláudio Bernardo.
O diretor da companhia, Antônio Carlos
Cardoso, refere-se ao espetáculo como uma obra gestual
e espiritual que retrata claramente a cultura do interior
da Bahia. "O espetáculo é o retrato brasileiro
do Norte e Nordeste do país. O público se emociona
e se identifica com cada gesto que os bailarinos fazem",
ressalta. O espetáculo "O Arquivo e a Missão"
tem duração de 50 minutos e conta com a participação
de 16 bailarinos.
A história
O Balé Teatro Castro Alves é
uma companhia de dança contemporânea, criada
em 1981 em Salvador. Fundada pelo professor e coreógrafo
Antonio Carlos Cardoso, é mantida pela Fundação
Cultural do Estado da Bahia, órgão da Secretaria
de Cultura e Turismo. O Balé Teatro Castro Alves consolidou-se
como uma das mais importantes companhias de dança do
Brasil, apresentando-se regularmente na Bahia e em quase todos
os estados do país. A companhia também fez apresentações
nos Estados Unidos, América do Sul, Europa e Oriente
Médio, onde foi elogiada pela crítica especializada.
O Balé Teatro Castro Alves também
mantém atividades paralelas, com aulas e ensaios abertos,
visando a formação de platéias, além
de organizar mostras de novos coreógrafos para descobrir
e estimular o surgimento de novos talentos. O Balé
Castro Alves é uma companhia que reflete a cultura,
a arte e a força da Bahia, numa linguagem contemporânea
e expressiva.
"E por falar em dança..."
é um espaço de discussão sobre o mundo
da dança.
Na programação didática
especial, foi reservado o dia 22 para o "E por falar
em Dança...", seqüência de eventos
didático-pedagógicos. Será uma extensa
programação a ser realizada no Teatro Juarez
Machado e que pretende reunir professores, bailarinos, coreógrafos,
estudantes e todos aqueles interessados em discutir os caminhos
da dança.
Programação:
Data: dia 22 de julho
Local: Teatro Juarez Machado
9 horas - "Longevidade
na Dança"
Discute sobre a possibilidade dos bailarinos com idade mais
avençada continuarem dançando numa segunda companhia,
como acontece no Balé do Teatro Guaíra 2 e no
Balé da Cidade de São Paulo - Cia 2.
Mediadora: Ivonice Satie
Debatedores: Carla Reinecke, Mônica Mion e Ana Francisca
Ponzio
11 horas - "Processo
e Resultado"
Abre espaço para uma conversa sobre os caminhos que
levam à concepção de um espetáculo.
Enfoca não somente os ensaios, mas também as
pesquisas que levam ao resultado.
Mediador: Alejandro Ahmed
Debatedores: Roberto Pereira, Sandra Meyer e Maira Sponghero
13 horas - "Jazz
- Qual o seu caminho?"
O Jazz é uma modalidade que fez história no
Festival de Dança de Joinville e a discussão
gira em torno dos subsídios para renovar sua linguagem.
Mediadora: Roseli Rodrigues
Debatedores: Joyce Kermann, Carlota Portela, Oswald Berry
e Ismael Guiser
15 horas - "Dança
de Rua - Pluralidade de Estilos"
Uma modalidade nova, importada dos Estados Unidos, que reflete
um questionamento sobre a sua pluralidade de estilo, fatos
incomuns em outras modalidades como o Jazz e a Dança
Contemporânea.
Mediadora: Ana Francisca Ponzio
Debatedores: Bruno Beltrão, Marcelo Cirino e Nelson
Triunfo
17 horas - Lançamento
do livro "Ballet Gisele", de Roberto Pereira
Hall do Teatro Juarez Machado
Roberto Pereira é diretor da Escola de Dança
da UniverCidade, onde também leciona história
da dança, estética e crítica. Doutor
em Comunicação e semiótica pela PUC-SP
e mestre em filosofia pela Universidade de Viena, Áustria.
É critico de dança do Jornal do Brasil e curador
do Festival Panorama RioArte de Dança. Estudou balé
clássico com Eleonora Oliosi.
Exposição de Figurinos
encerra as programações didáticas especiais
Para encerrar esse dia 22, às 17h30, será apresentado
um desfile, seguido de exposição, de 35 figurinos
de dança clássica. O desfile é coreografado
por Heron Nobre e tem direção de Oswald Berry.
Os bailarinos fazem parte da Companhia Brasileira de Balé
do Rio de Janeiro e da Academia Petite Danse, também
do Rio.
A exposição é fruto de
uma pesquisa feita pela ex-bailarina e coreógrafa Tânia
Agra, que também possui um ateliê, onde foram
confeccionados os figurinos. Serão mostradas roupas
de balés clássicos como Gisele, Sheherazade,
Romeu e Julieta, Dom Quixote e Quebra-Nozes. Seu ateliê
trabalha para balés, óperas e shows de todo
o Brasil.
Os figurinos em exposição ganharam
uma releitura. Isto é, sem fugir do desenho original,
foram adaptados para os dias de hoje, utilizando novos tecidos,
texturas, pigmentação. A exposição
ganhará uma legenda, explicando quando a roupa foi
usada pela primeira vez e qual foi o figurinista que a criou.
O exemplar mais antigo é de 1841 - um tutu romântico
do balé "Gisele". De 1910, será mostrado
outro tutu do balé "A Bela Adormecida", usado
pela princesa do pássaro azul. A mostra fica em exposição
de 23 a 27, no hall do Teatro Juarez Machado.
Teatro, coral e poesia agitam o Estúdio 21
Nesta terça, a programação
do Estúdio 21, que acontece paralelamente a Feira da
Sapatilha, inicia às 10 horas com o workshop de Humberto
Soares sobre teatro em quadrinhos. Às 11, Fabrícia
Piva e Flora Nunes sobem ao palco com música clássica,
seguidos do grupo Zaragata, com contação de
histórias e poesia. À tarde, a partir das 13
horas, acontece a apresentação do coral Amigos
D'Itália, regido por Moysés de Sousa. A peça
teatral "Tatuí - O Príncipe dos Palmitos",
com a atriz Vera Seco, desenhos de Humberto Soares e texto
de Luciane Nascimento, antecede as apresentações
de dança e o "Esquenta com DJ". O dia encerra
com o jazz e a MPB do grupo Influência do Jazz.
Hospital Regional recebe bailarinos
Além de apresentações
nos shoppings Mueller, Cidade das Flores e Americanas e na
Praça Nereu Ramos, a programação dos
Palcos Alternativos nesta terça prevê agito no
Hospital Regional (rua Xavier Arp, s/nº), das 16 às
17 horas.
Ingressos
Para a Noite Especial do dia 22, cuja atração
é o Balé Castro Alves, ainda há ingressos
para poltrona, cadeira estofada e cadeira plástica.
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