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Noite de Abertura
O Grande Circo Místico
abre o 21º Festival de Dança de Joinville
A mágica que seduziu
adultos e crianças será apresentada em Joinville.
O maior sucesso de repertório do Teatro Guaíra
de Curitiba, volta as palcos, 20 anos depois. O 21º Festival
de Dança de Joinville será presenteado na noite
de abertura, 17 de julho, com o espetáculo que marcou
a história da dança durante várias décadas.
O Grande Circo Místico está de volta, em uma
nova versão comemorativa.
O
espetáculo trata de uma história de amor entre
um aristocrata e uma acrobata. A saga do circo virou poema.
Do poema nasceu a inspiração para a mágica
de texto, música e poesia. A mágica ganhou vida
no palco, em forma de dança.
O itinerário de "O Grande Circo
Místico" poderia ser contado assim mas
está história ainda não acabou. Vinte
anos depois de seduzir o país como um dos espetáculos
de dança mais famosos do Brasil, além da trilha
sonora que é considerada uma das mais clássicas
e celebradas já produzida para um espetáculo
nacional, com as assinaturas de Chico Buarque e Edu Lobo,
o espetáculo volta aos palcos brasileiros em grande
estilo.
Sua nova versão tem como objetivo resgatar
uma das obras mais importantes escrita especialmente para
uma companhia nacional, além de comemorar as duas décadas
de lançamento da primeira montagem, onde foi apresentado
em uma turnê por quase dois anos, visto por mais de
200 mil pessoas.
O espetáculo
A diretora do Balé Teatro Guaíra,
Suzana Braga, conta que a montagem da nova versão de
O Grande Circo Místico é menos acadêmica,
aliando a dança a um estilo acrobático, fazendo
com que o espetáculo aconteça em dois diferentes
níveis no solo e no ar.
"A
proposta do espetáculo é trazer elementos acrobáticos
para as coreografias, como corda e tecido. Não temos
a pretensão de fazer acrobacias como os artistas circenses,
mas trabalhar com a arte da dança em cima de materiais
de circo", explica a ensaiadora da companhia, Gylian
Dib.
Mais de 70 pessoas estiveram envolvidas na
elaboração e criação do espetáculo
como um todo. A super produção tem duração
de 1h40 e o espetáculo é apresentado em dois
atos por 34 bailarinos. Apesar da duração, a
ensaidora garante que a reação do público
é de atenção e muita expectativa durante
toda a apresentação. "Cada ato desperta
sensações diferentes no público. O espetáculo
é pura emoção, além de ser de
extrema beleza", enfatiza.
Segundo ela, a história de amor vivida
dentro da dinastia circense atrai a atenção
do público e desperta seu interesse pelo espetáculo
até o fim do segundo ato.
Vale ressaltar que a nova direção
artística e coreográfica fica à cargo
do coreógrafo Luís Arrieta, um dos mais celebrados
nomes da cena brasileira da atualidade.
Um
pouco de história
A história de o Grande Circo Místico
começou a ser construída ainda no século
passado, quando em 1800, em Viena, um estudante de medicina
se apaixona por uma acrobata.
Aos 18 anos, o estudante de medicina, Fréderic
Knie, apaixonou-se pela acrobata de uma companhia eqüestre
ambulante e seguiu a troupe em turnê. Interessando-se
pelos trabalhos dos saltimbancos, apreendeu o ofício
de funanbulista. Em 1806, montou sua própria companhia.
Três anos depois resgatou sua segunda esposa de um convento
através de uma corda bamba, com quem teve filhos que
também seguiram a mesma profissão. Em 1919,
fundaram o Circo Nacional Suiço. O sucesso dos Knie
continua, num circo famoso. A qualidade de seus animais amestrados
e a beleza dos seus espetáculos marcam o trabalho da
família de artistas.
Hoje, em sua sexta geração,
o circo dos Knie é famoso e conhecido em todo o mundo.
Baseado nos antepassados dessa família circense que
o alagoano Jorge de Lima escreveu, em 1938, o poema "O
Grande Circo Místico."
Quando "O Grande Circo Místico"
estreou, em 1983, sob a direção de Emílio
de Biasi e com a coreografia de Carlos Trincheira, era não
só a projeção da companhia como uma das
melhores do Brasil, mas a consagração de uma
das mais completas obras já citadas no país.
Uma rara reunião de balé, ópera, circo,
teatro, música e poesia. Assim pode ser definido "O
Grande Circo Místico".
Os artistas de "O Grande Circo Místico"
O Balé Teatro Guaíra é
o criador de "O Grande Circo Místico". A
peça, escrita sob encomenda em 1983, projetou o corpo
de baile do Guaíra para o primeiro escalão nacional.
Criado em 1969, o corpo de baile do Guaíra vem atuando
sob o comando de grandes nomes nacionais e internacionais.
A turnê da peça composta exclusivamente para
a companhia, consolidam sua importância no campo da
dança nacional. Além da diretora e bailarina
Suzana Braga, o espetáculo conta com a participação
do coreógrafo argentino Luís Arrieta, da bailarina
e acrobata carioca Dani Lima, do ator e professor Mauro Zanatta
e da professora de belas artes Rosa Magalhães.
Trilha sonora
A história de "O Grande Circo
Místico" é também a história
de um dos maiores sucessos nas carreiras de Edu Lobo e Chico
Buarque, dois dos mais importantes nomes da Música
Popular Brasileira (MPB).
A nova montagem mantém as versões
originais, com apenas duas exceções: "A
Bela e a Fera", que anteriormente era interpretada por
Tim Maia, ganha uma versão mais narrativa, agora com
o ator Marco Nanini.
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