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O Festival de Dança de Joinville é um encontro anual gigantesco, que em 20 anos contou com a participação de mais de 78 mil estudantes e profissionais de dança, entre concorrentes, professores, jurados e bailarinos convidados.
Com o decorrer dos anos, o festival tornou-se um celeiro de talentos, preparando jovens para futuros e ousados vôos, muitas vezes premiados pelo sucesso.
Meninas e meninos reveladas ainda crianças no palco de Joinville, dali partiram para carreiras de sucesso. Hoje são primeiras bailarinas ou bailarinos em algumas das principais companhias em países como Estados Unidos, França e Alemanha.
Estes "jovens de ouro de Joinville" conquistaram alguns dos principais prêmios de disputados concursos internacionais, como Moscou, Osaka, Paris, Helsinque e Varna.
O evento é uma competição em que participam milhares de estudantes, em diferentes categorias, por isso
tem um papel preponderante no desenvolvimento técnico da dança no Brasil.
Além do palco principal onde são realizadas as competições, há inúmeras apresentações em espaços alternativos como fábricas, shoppings e praças da cidade.
O Festival de Joinville se tornou um evento obrigatório no calendário cultural do país. É um ponto de encontro para trocar informações e se reciclar. Estudantes, bailarinos, mestres, pesquisadores, teóricos, equipes de produção e empresários reúnem-se, todos os anos, formando um amplo e diversificado painel da dança no Brasil.

Medalhas de Ouro em 2002

Charles Renato Silva Júnior - Melhor Bailarino
Começou a dançar sapateado aos seis anos de idade na Companhia Brasileira de Sapateado - CBS Tap Factory, de São José dos Campos (SP), onde está até hoje. Charles faz sapateado há dez anos e foi apontado como uma das grandes promessas do sapateado nacional durante o Tap Encontro, realizado em maio deste ano, no Rio de Janeiro. No ano passado o bailarino teve uma participação especial no Fest Dança, em São José dos Campos (SP). Ainda em 2001 conquistou o 2º lugar na categoria júnior no Square Dance Festival, também em São José dos Campos (SP). Segundo o bailarino, o prêmio no 20º Festival de Dança de Joinville é um incentivo para toda a classe, que está se fortalecendo no Brasil.
 
Vanessa Pedroso Porcino - Melhor Bailarina
Iniciou seus estudos de balé aos nove anos na Escola Municipal de Bailados de São Paulo. Em seguida passou para a Especial Academia de Balé, também de São Paulo, sob os cuidados de Aracy de Almeida e Guivalde de Almeida. Em 1999, foi uma das finalistas do Festival do Mercosul, em Buenos Aires, quando dançou um solo. Durante três anos (1999, 2000 e 2001) foi solista da RV Promoções. Em 2002, Vanessa interpretou o papel de Swanilda, no balé Copélia, na apresentação da Especial Academia de Balé no teatro São Pedro, em São Paulo. O grupo também foi convidado para dançar no Festival de Belém e a bailarina, de 18 anos, dançou a coreografia "A Bela Adormecida", a mesma que lhe deu o prêmio de melhor bailarina na 20ª edição do Festival de Dança de Joinville.
 
Flávio Everton da Conceição - Prêmio Revelação
Há dois anos e meio o bailarino começou a dançar no Grupo Pavilhão D, sob a coordenação do coreógrafo Ricardo Scheir. Apesar da pouca idade - 13 anos -, Flávio já coleciona títulos, como a Medalha de Ouro do 1º Prêmio Cecília Kerche, em São Paulo, no ano passado, o Prêmio Revelação no Festival do Mercosul, no Rio de Janeiro, em 2000, e o de melhor bailarino no Festival Spinelli, realizado em junho deste ano, no Rio de Janeiro. A segunda conquista de 2002 veio no Festival de Dança de Joinville com a coreografia "Estudo para Bartók", do Grupo Júnior do Pavilhão D, que agradou júri e platéia.
 

Medalhas de Ouro em 2001
Medalhas de Ouro em 2000
Medalhas de Ouro em 1999
Estrelas Consagradas