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Resumo do 20º Festival
de Dança de Joinville
Data: De 17 a 27de julho/2002;
Local: Centreventos Cau Hansen e Teatro Juarez Machado
Grupos selecionados (20º Festival, 3º Meia Ponta,
2ª Mostra de Dança Contemporânea e Palcos
Alternativos) - 203, com 329 coreografias.
Origem dos grupos - 13 estados brasileiros e Paraguai;
Número de participantes - cerca de 4 mil, entre
estudantes e profissionais da dança;
Pessoas envolvidas na organização - 150
empregos diretos e cerca de 230 indiretos, totalizando 380
pessoas.
Público estimado - 50 mil pessoas (Centreventos
e Teatro Juarez Machado)
Orçamento - R$ 1,7 milhão;
Patrocinadores: Cota Apresenta: Petrobras
Cota Patrocínio: Tim, Athletic e Lojas Salfer
Apoio: Ministério da Cultura e Governo do Estado
Apoio na realização de cursos: Univille
Transportadora oficial: TAM
Promoção: Prefeitura Municipal de Joinville
e Fundação Cultural.
Realização: Instituto Festival de Dança.
Eventos:
20º Festival de Dança: 3 Noites
especiais (17, 22 e 27)
Horário: 20 horas
Local: Centreventos Cau Hansen.
8 Noites competitivas (18, 19, 20, 21, 23, 24, 25 e
26)
Horário: 19 horas
Local: Centreventos Cau Hansen
Modalidades: Ballet Clássico, Ballet Clássico
de Repertório,
Jazz, Dança Contemporânea, Dança de Rua,
Danças
Populares e Sapateado.
3º Festival Meia Ponta: 3 tardes
(19, 20 e 21)
Horário: 15 horas
Local: Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos
Modalidades: Ballet Clássico, Ballet Clássico
de Repertório
e Danças Populares.
2ª Mostra de Dança Contemporânea:
4 noites (23, 24, 25 e 26)
Horário: 22 horas
Local: Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos
Curso de Dança: 7 dias (19 a
21 e 23 a 26)
Horário: das 8h30 às 17h30
Local: Campus da Univille (Universidade da Região de
Joinville)
Palestras/fóruns/workshops: dia
22
Horário: Durante todo o dia
Local: Casa da Cultura
Palcos Alternativos: 10 dias
(18 a 27)
Horário: Durante todo o dia
Local: Shopping Mueller, Cidade das Flores e Americanas,
Praça Nereu Ramos, Feira da Sapatilha, Hospital Municipal
São José, Prefeitura Municipal, CAIC do Espinheiros,
Mini
Centreventos do Paranaguamirim e empresas.
I Mostra Didática de Dança
(Escola Bolshoi): 2 dias (18 e 21)
Horário: Dia 18, às 16 horas
Dia 21, às 10h30
Local: Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos.
Identidade Visual
A campanha publicitária para esta edição
do Festival de Dança de Joinville, criada pela Avenida
Propaganda, adotou como tema visual a imagem de um bailarino
clássico em plano fechado, enaltecendo o talento e
a criatividade na dança.
O slogan sublinha a importância desta 20ª edição
como uma marco na história e na consolidação
do evento. Utilizou-se a imagem do ser humano em movimento
transpondo com o vigor de sua performance, o marco dos 20
anos que abre caminho para a evolução e aperfeiçoamento
da arte da dança.
Atrações do 20º Festival de Dança
de Joinville
Grupos são homenageados nesta edição
Noite de Abertura - 17 de julho
No dia 17 de julho, o palco do Centreventos
Cau Hansen recebe a Cia. de Dança Deborah Colker, com
o novo espetáculo "4x4". Sempre disposta
a experimentar novos conceitos, cenários e sensações,
Deborah Colker surpreende mais uma vez. Depois de colocar
em evidência os planos aéreos, através
de uma parede de alpinismo ("Velox"), uma roda-gigante
("Rota") e um andaime transfigurado em pavimentos
("Casa"), a coreógrafa puxa seu trabalho
para o chão. Em "4x4", o palco recebe as
obras de quatro artistas plásticos, distribuídos
em ambientes distintos, sobre ou ao redor dos quais os bailarinos
da companhia realizam seus movimentos. Segundo a própria
Deborah, o espetáculo introduz uma compreensão
diferente do espaço.
Todas as obras foram concebidas especialmente para o espetáculo,
com exceção de "Cantos", de Cildo
Meireles, que abre a apresentação. Criada no
final da década de 60, e intocada desde então,
ela é uma estrutura em madeira e sugere uma articulação
de paredes, em cujos ângulos os dançarinos se
concentram. Já "Mesa" é marcada pelo
objeto lúdico, dotado de rodinhas, criado por Chelpa
Ferro. Em cima dela é colocada uma esteira, sobre a
qual dançam Deborah e os demais bailarinos da companhia.
Dessa mesa provém a música, composta pelo grupo
multimídia e que combina barulhos metálicos
com sons da natureza.
"Polvinho" - que traz na trilha sonora a música-tema
de Branca de Neve, "Someday My Price Will Come"
- vem em seguida. Dançada sobre a pintura gigante que
Victor Arruda realizou no linóleo que recobre o palco,
emula o gestual cotidiano sempre presente nos espetáculos
de Deborah. O encerramento acontece entre os 90 vasos de resina
- que lembram peças de porcelana chinesa - que formam
a instalação projetada pelo designer Gringo
Cardia.
Noite de Gala - 22 de julho
Nesta noite o Festival prestigia alguns dos
grupos que se destacaram ao longo destes 20 anos de Festival.
As atrações são: Raça Cia.
de Dança de São Paulo (São Paulo/SP),
Dança de Rua do Brasil (Santos/SP), Ginga
Cia. de Dança (Campo Grande/MS), Ballet Sesiminas
- Cristina Helena (Belo Horizonte/MG) e um Grand Pas de
Deux com os bailarinos Thiago Soares e Roberta Marquez.
Para fazer um contraponto entre o passado e o futuro, a Noite
de Gala abrirá com uma apresentação da
Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (Joinville/SC),
elo da nova geração da dança em Joinville.
Escola do Teatro Bolshoi no Brasil
Abrindo a noite, cerca de 40 alunos-bailarinos da Escola do
Teatro Bolshoi no Brasil apresentarão a "Mostra-Fragmentos
de Dança". O espetáculo vai reunir pequenos
fragmentos de coreografias da 1a Mostra Didática de
Dança da Escola,.
Instalada no Centreventos Cau Hansen, a Escola do Teatro Bolshoi
no Brasil funciona desde março de 2000. É a
primeira filial da famosa escola de Moscou, atuando fora da
Rússia. Um dos fatores que determinaram a instalação
da sede da Escola em Joinville foi o desenvolvimento da dança
proporcionado por diversos anos de realização
do Festival de Dança de Joinville. A escola propicia
a formação de artistas da dança, ensinando
a técnica de ballet e disciplinas complementares como
dramaturgia e formação musical.
Raça Cia. de Dança
O "Caminho da Seda", a ponte que une o Oriente ao
Ocidente e que também serve de rota comercial de tecidos,
sementes e materiais preciosos, serve de inspiração
para o espetáculo homônimo que o Raça
Cia. de Dança apresenta no Festival. De um trabalho
iniciado no jazz, o Raça cresceu e passou a desenvolver
suas performances voltadas para a dança contemporânea.
Investindo em parcerias com importantes coreógrafos,
a companhia paulista viaja o Brasil colecionando aplausos
e elogios de público e crítica. Anualmente,
uma de suas paradas obrigatórias é o Festival
de Dança de Joinville, onde se apresenta desde sua
terceira edição, em 1985. Começou concorrendo
como grupo amador e, em 1997, debutou como grupo profissional
convidado, vindo também nesta condição
em 1999.
Dança de Rua do Brasil
Para esta edição do Festival, os santistas prometem
novidades. O grupo Dança de Rua do Brasil - que começou
competindo na modalidade jazz e conquistou várias vezes
o primeiro lugar no Festival de Dança de Joinville,
na modalidade dança de rua, apresentando-se como convidado
em 1999 - apresenta o espetáculo "Nossa Cara".
A dança de rua, que consagrou a companhia, continua
a nortear o trabalho, mas dessa vez utilizando uma tendência
pouca usada, com movimentações incomuns. A coreografia
mostrará uma ligação com as raízes
do street dance. Considerado o melhor grupo do gênero
da América Latina, o Dança de Rua do Brasil
foi um dos principais responsáveis pela popularização
da cultura hip-hop no país, conquistando espaços
generosos na mídia eletrônica, com aparições
nos programas de Fausto Silva, Hebe Camargo e Xuxa.
Ginga Cia. de Dança
A luta para divulgar a arte e a cultura de seu Estado já
acompanha o Ginga Cia. de Dança desde os anos 80, quando
o grupo despontou no cenário nacional. Surgido como
um grupo amador independente, influenciado pelo jazz, com
o passar dos anos foi transformando sua linguagem coreográfica,
passando a desenvolver a dança moderna e contemporânea
em seu repertório. Foi premiado em festivais importantes
em todo o território brasileiro. No 15º Festival
de Dança de Joinville, em 1997, o Ginga recebeu o troféu
de Melhor Coreografia. Nesta edição do Festival
de Dança o Ginga apresenta a coreografia "100
Por Centro", uma homenagem às raízes culturais
do grupo que mescla tradição e contemporaneidade.
Assinada por Chico Neller, também diretor artístico
do Ginga, a coreografia traz para o palco a cultura do Mato
Grosso do Sul, num resgate às tradições.
Ballet Sesiminas - Cristina Helena
Fundada em 1990, a Sesiminas Cia. de Dança começou
como um grupo de jovens bailarinos de formação
clássica sob a direção de Cristina Helena.
Com base num trabalho de pesquisa, resgatou o que há
de mais precioso no repertório clássico acadêmico,
que, aliado a seu alto nível artístico e técnico,
ajudou a incorporar o compromisso de educar o público
e formar novos profissionais. A Companhia teve freqüente
participação em diversas edições
do Festival de Dança de Joinville, tornando-se uma
colecionadora de prêmios. Neste ano, o grupo vai antecipar
o clima e a magia do Natal no palco do Festival de Dança
de Joinville, com a apresentação da suíte
do balé "O Quebra Nozes". Assinada pela maitre
e coreógrafa Cristina Helena, o espetáculo abre
com um pas de deux que narra a passagem pelo País das
Neves, segue com o conjunto "A Valsa das Flores"
e encerra com a Coda. Serão 34 bailarinos em cena,
reunidos para esta remontagem com toques característicos,
especialmente na seqüência dos flocos de neve.
Thiago Soares e Roberta Marquez
De três anos para cá, os bailarinos Thiago Soares
e Roberta Marquez, que atualmente se apresentam como solistas
do Teatro Municipal do Rio de Janeiro se tornaram o que se
pode chamar de dupla perfeita. A parceria lhes rendeu destaque
nacional e internacional, alcançando feitos inéditos
no cenário brasileiro da dança. Não é
por acaso que Thiago e Roberta, que também já
receberam premiações no Festival de Dança
de Joinville, são atrações da Noite de
Gala. Na ocasião, a dupla vai apresentar o Grand Pas
de Deux "Diana e Acteon".
Noite dos Campeões - 27 de julho
Para abrir a noite, Luciana Paludo, bailarina
Medalha de Ouro em 2001, fará uma apresentação
assinada pela coreógrafa Andréia Pivato, também
Medalha de Ouro como revelação do Festival do
ano passado. Em seguida, se apresentam os grupos classificados
em primeiro lugar na mostra competitiva do 20º Festival
de Dança de Joinville.
Luciana Paludo e Andréia Pivatto
- Medalhas de Ouro em 2001
Para coroar a última noite do Festival e abrir caminho
para as apresentações dos primeiros lugares,
Luciana Paludo apresentará a coreografia "Divina
Eva", de Andréia Pivatto. Baseada na "Divina
Comédia", de Dante Alighieri, este solo contemporâneo
une filosofia e religião para narrar a trajetória
de Eva pelo paraíso, inferno e purgatório. Para
compor o cenário formado por grandes painéis
inspirados no livro de Dante, mas com um toque atual, Andréia
convidou o artista plástico paulista Cristiano Araújo.
Formada no Curso de Danças Clássicas, onde participou
do projeto pré-profissional, de 1987 a 1991, Luciana
Paludo é bacharel e licenciada em Dança
pela PUC/PR e Fundação Teatro Guaíra
de Curitiba. Em Joinville já participou dos festivais
de 1998 a 2001. Em 2000 alcançou o primeiro lugar no
solo Contemporâneo Avançado, pelo Balé
do INSA com a coreografia " Um piano só",
de sua autoria. Em 2001, conquistou o prêmio de melhor
bailarina na modalidade Dança Contemporânea,
Solo Feminino Avançado, pelo Grupo Luciana Paludo,
também com uma coreografia de sua autoria, "Mesmo
Assim".
Formada em Psicologia pela FMU (Faculdades Metropolitanas
Unidas), Andréia Pivatto dança desde
os sete anos de idade. Fez vários cursos de danças
entre Técnicas Modernas de Marta Graham e pesquisas
coreográficas em Dança Contemporânea.
Conquistou em 1997, no Festival de Dança de Joinville,
o primeiro lugar na modalidade Trio Livre Profissional, pela
Cia Pavilhão D. Em 2000, também no FDJ, alcançou
o segundo lugar com o solo "Mesmo Só", onde
atuou como coreógrafa e bailarina. Coreógrafa
da Cia. Pavilhão D (SP), ganhou o Prêmio Revelação
no 19º Festival de Dança de Joinville, com a coreografia
Klon, na modalidade Dança Contemporânea, Conjunto
Avançado.
Eventos paralelos completam as atrações do
20º Festival de Dança de Joinville
Além das noites especiais e competitivas,
o 20º Festival de Dança de Joinville conta com
os seguintes eventos paralelos:
3º Festival Meia Ponta
Criado em 2000 para dar oportunidade às novas gerações
de bailarinos, o Festival Meia Ponta é destinado a
crianças de 10 a 12 anos, que durante três tardes,
competem nas modalidades Ballet Clássico de Repertório,
Ballet Clássico e Danças Populares. A terceira
edição do evento será realizada de 19
a 21 de julho de 2002, no Teatro Juarez Machado, anexo ao
Centreventos Cau Hansen. Os dois primeiros dias do Meia Ponta
são competitivos e no domingo, 21, os grupos vencedores
voltam ao palco para apresentação e premiação.
A competição recebe o mesmo rigor e cuidados
na execução, obtendo igualmente o prestígio
da competição adulta. Difere-se apenas pelos
padrões específicos que o concurso infantil
deve obedecer, como as características físicas
determinadas pela idade.
2ª Mostra de Dança Contemporânea
Lançada com grande aceitação do público
e da crítica em 2001, a Mostra de Dança Contemporânea,
evento não-competitivo, volta este ano com força
total, ganhando mais destaque no Festival. O evento será
realizado de 23 a 26 de julho, no Teatro Juarez Machado, anexo
ao Centreventos Cau Hansen. A mostra é um espaço
destinado a grupos e bailarinos profissionais que trabalham
com produção em dança, utilizando novas
linguagens, técnicas mistas e propostas cênicas
experimentais, sem condicionamentos estéticos ou limite
de tempo.
Um dos principais objetivos da mostra é valorizar as
iniciativas de investigação, bem como promover
a formação de platéia, apresentando novas
tendências e temáticas dentro da dança
contemporânea aos estudantes de dança que participam
do Festival. A apresentação em palco e horário
alternativos visa possibilitar uma linguagem mais intimista,
aproximando público e artistas. Para esta edição
da Mostra foram selecionadas seis companhias: Cia. de Dança
Dani Lima (Rio de Janeiro/RJ) com a coreografia "Vaidade";
Cia. de Dança Lina Penteado (Campinas/SP), com
a coreografia "Roofs"; Cia. Repentistas do Corpo
(São Paulo/SP), com "Cordel Encorpado"; Evelin
Moreira (Rio de Janeiro/RJ), com o espetáculo "Sonar";
Grupo Solo de Dança (Goiânia/GO), com
a coreografia "Obliquação"; e Muovere
Cia. de Dança Contemporânea (Porto Alegre/RS),
com "Deserto".
Palcos Alternativos (oficiais)
Durante todo o período do Festival serão realizadas
diversas apresentações de grupos em palcos oficiais
montados em diferentes locais da cidade. Uma novidade desta
edição é a regulamentação
destes Palcos Alternativos (oficiais). Os participantes deste
espaço tiveram que passar por uma seleção,
o que vai proporcionar o aperfeiçoamento destes espetáculos
apresentados gratuitamente para o público. A Coordenação
do evento selecionou alguns locais na cidade para sediar estes
palcos, que terão melhor infra-estrutura e recursos
técnicos, possibilitando ao público em geral
espetáculos gratuitos de grande qualidade. As apresentações
vão acontecer na Praça Nereu Ramos, no Hospital
Municipal São José, na Prefeitura Municipal,
no CAIC do Espinheiros, no Mini Centreventos do Paranaguamirim,
na Feira da Sapatilha (anexa ao Centreventos), nos shopping
centers Mueller, Cidade das Flores e Americanas e em empresas
da cidade. Com os grupos dos Palcos Alternativos tendo uma
seleção prévia, similar à do Festival,
os aprovados terão os mesmos direitos dos demais participantes
do evento, em relação a crachá, certificado,
ingressos com desconto, alojamento, transporte etc.
Programação didática
O Festival de Dança de Joinville tem caráter
didático e busca aprimorar cada vez mais os cursos
e atividades oferecidas aos estudantes de dança que
vêm a Joinville neste período. Nesta edição,
estão sendo oferecidas 37 diferentes opções
de cursos e oficinas com renomados professores, durante 7
dias (19 a 21 e 23 a 26). Realizados em parceria com a Universidade
da Região de Joinville - Univille -, os módulos
do "Curso de Dança" tiveram sua carga horária
ampliada de 9 para 10h30, possibilitando que um aluno inscrito
em apenas dois módulos receba o certificado de "Extensão
Universitária".
Além das opções tradicionais, foram programadas
três oficinas para esta edição do "Curso
de Dança": Composição Coreográfica,
Percussão Corporal e Acrobacia, aumentando as oportunidades
de experimentação dos bailarinos. Entre os módulos
há novidades que vêm agregar valor ao leque da
formação em dança, como Técnica
de Ponta, Técnicas Pedagógicas, Técnica
Masculina, Iniciação ao estilo Bournonville,
Pas de Deux, Percepção Física e Formação
de Bailarinos para Musicais. Este último, inclusive,
com o objetivo de realizar um musical, com produção
de Oswald Berry. As inscrições podem ser feitas
antecipadamente até o dia 12 de julho.
Palestras/Fóruns/Workshops
Procurando abrir espaço para reflexões e discussões
sobre a dança, a organização do Festival
reservou o dia 22 de julho para atividades como palestras,
fóruns e workshops que abordam temas que vão
desde a educação da dança até
prevenção de lesões. O evento vai reunir
professores, bailarinos, coreógrafos, estudantes e
todos aqueles interessados em discutir os caminhos desta arte.
Será um dia inteiro dedicado a atividades didáticas,
realizadas no auditório e na sala de Ballet da Casa
da Cultura. Confira a programação:
8h30 - Palestra: "Prevenção das lesões
do aparelho locomotor mais freqüentes no ballet",
com Dr. Carlson Binatto.
10h - Palestra: "O Balé Romântico",
com Roberto Pereira.
10h - Palestra e Workshop: "A Dança Contemporânea
como Instrumento de Linguagem Inclusiva", com Luís
Ferron e Ivonice Satie (Oswaldo Silvério - assistente)
11h30 - Palestra: "Dança e Educação",
com Márcia Strazzacappa.
13h - Palestra: "Quantos corpos habitam o corpo
do bailarino", com Edson Claro.
14h30 - Painel: "Memória da Dança
Brasileira". Palestrantes convidados: Dalal Achcar, Tatiana
Leskowa e Ismael Guiser.
17h - Fórum: "Dança é Arte".
Palestrantes convidados: Márcia Strazzacapa, Rosane
Gonçalves e Dulce Aquino. Coordenação
dos trabalhos: Bia Mattar.
I Mostra Didática
Nos dias 18 e 21 de julho, às 16h e 10h30 respectivamente,
50 alunos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, estarão
apresentando a 1a Mostra Didática de Dança,
no Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos. Utilizando
recursos da dança, da música e do teatro, a
1ª Mostra Didática busca a aproximação
da platéia com a arte.
A apresentação faz um passeio pela história
da dança, ressaltando pontos de sua evolução
técnica, a incorporação de elementos
como a sapatilha e demonstrando aspectos da formação
do artista. Exercícios, estudos coreográficos
e danças populares russas ao som de compositores clássicos
fazem parte do programa. São também apresentadas
partes de balés de repertório clássico,
como o pas-de-trois do conhecido "O Quebra Nozes"
e o pas-de-quatre de "O Lago dos Cisnes", este último
remontado sob a coordenação da professora Nina
Speranskaya, ex-primeira solista do Bolshoi. Os figurinos
dos quatro pequenos cisnes foram confeccionados por Ana Constantivna,
legendária figurinista dos solistas do Balé
Bolshoi de Moscou.
Evolução e aprimoramento marcam os 20 anos
Passaram-se os anos e o modesto Festival de
Dança de Joinville, que em julho de 1983 recebeu, no
auditório da Sociedade Harmonia Lyra, 40 escolas e
cerca de 600 estudantes de dança, cresceu a ponto de
tornar-se referência no país e no exterior, incentivando
a arte da dança e servindo de modelo para o surgimento
de mais de uma dezena de festivais similares que acontecem
no país todos os anos. Pelos palcos do Festival de
Dança de Joinville já passaram quase todas as
grandes companhias nacionais e internacionais e alguns dos
maiores nomes da dança da atualidade, como as brasileiras
Ana Botafogo, Márcia Haydèe e Cecília
Kerche, e a russa Nina Speranskaya, entre outras. No naipe
masculino, Fernando Bujones, Hernan Piquín, Marcelo
Misailidis, para citar alguns.
Muitos nomes que hoje ocupam lugares de destaque em grandes
companhias mundo afora, já passaram pelo Festival de
Joinville como estudantes de dança. O maior exemplo
disso é o amazonense Marcelo Gomes, 21 anos. Em 1993,
ele foi eleito Bailarino Revelação no 11º
Festival de Dança. Hoje é solista do American
Ballet Theatre, de Nova Iorque, e voltou a Joinville como
estrela convidada, para dançar com Cecília Kerche,
na noite de abertura do Festival do ano passado. A mesma projeção
alcançaram Fernanda Diniz, Pollyana Ribeiro e Daniela
Severian, que também passaram pelo Festival como estudantes
de dança.
Ao longo de 20 anos, milhares de estudantes e profissionais
da área participaram do evento. Os espetáculos
foram vistos por mais de 1 milhão pessoas. Hoje, o
Festival de Dança de Joinville recebe cerca de quatro
mil participantes e é o maior concurso de estudantes
de dança da América Latina, reconhecido não
apenas pela sua grandiosidade, mas pela sua organização
e qualidade técnica.
Informações - Instituto Festival
de Dança de Joinville
Fone/Fax: (47) 423-1010
E-mail: festivaldedanca@festivaldedanca.com.br
Home page: www.festivaldedanca.com.br
Televendas: (47) 423-1838, a partir de 1o de julho
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