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  Na noite de 10 de julho de 1983, uma platéia atenta lotava o auditório da Sociedade Harmonia Lyra, um
quase centenário prédio no centro de Joinville, e palco de diversos espetáculos culturais e artísticos.
Nascia ali o Festival de Dança de Joinville. O início, além de tímido, foi prejudicado pelas cheias que
assolaram Santa Catarina nos anos de 83 e 84.

O número de escolas inscritas no primeiro Festival surpreendeu os próprios organizadores. Foram
40 escolas, e cerca de 600 estudantes de dança. O Festival durou 5 dias, e o público lotou a
Harmonia Lyra para assistir os espetáculos de clássico, moderno, jazz e danças folclóricas.

Se a intenção inicial era simplesmente reunir alguns grupos para um intercâmbio durante os dias de
Festival, tornando-o um evento regional, a receptividade junto a escolas e grupos de dança atropelou os projetos iniciais, e isso já na primeira edição do evento. Em 1984, com a realização do II Festival de Dança, todas as expectativas foram superadas. A cidade recebeu, nesse ano, cerca de mil estudantes de dança, representando 62 escolas, o que exigiu um novo local para as apresentações - o ginásio Ivan Rodrigues -
e o aumento na duração do evento para 7 dias.

Foi nesse ano que o Festival de Dança passou a ganhar repercussão fora de Santa Catarina -
principalmente a partir da apresentação de "O Grande Circo Místico", da Fundação Teatro Guaíra, de
Curitiba. A partir daí, o evento não parou mais de crescer, tanto em número quanto na evolução técnica
e artística de seus participantes.

Se o Festival cresceu em participantes, cresceu também o trabalho dos organizadores do evento. O apoio
da iniciativa privada foi fundamental para o crescimento e amadurecimento do evento. O passo definitivo
para a

internacionalização do Festival foi dado em 1995, com as apresentações do Ballet Theatro Bolshoi,
Moscou (Rússia), nas noites de pré-estréia e abertura, e do Stuttgart Ballet (Alemanha), passando a ser realizado em 13 dias.

A partir de 1997, as noites competitivas do Festival também passaram a receber bailarinos e grupos convidados. Neste mesmo ano, o evento também ganhou uma nova casa: o Centreventos Cau Hansen -
uma arena multiuso que abriga toda a estrutura administrativa e serve de palco para as competições e apresentações de atrações especiais do Festival.

Em 1999, a criação do Instituto Festival da Dança dá início a uma nova etapa na história do evento, que
no ano seguinte ganhou mais uma atração, o Festival Meia Ponta. Realizado na Sociedade Harmonia Lyra,
berço do Festival de Joinville, a primeira edição do Meia Ponta reuniu 19 grupos e cerca de
300 participantes, entre estudantes de dança, jurados, coreógrafos e diretores de escolas e grupos.
Em 2001, o evento infantil ganhou uma nova casa, o Teatro Juarez Machado, no próprio Centreventos,
local que também serviu de sede para a realização da primeira edição da Mostra de Dança Contemporânea,
um evento não competitivo, voltado para companhias profissionais.

Ao longo de 19 anos, cerca de 73 mil estudantes e profissionais da dança participaram do evento. Os espetáculos foram vistos por mais de 1 milhão e 100 mil pessoas. Hoje, o Festival de Dança de Joinville envolve quatro mil participantes e é o maior concurso de estudantes de dança da América Latina,
reconhecido não apenas pela sua grandiosidade, mas pela sua organização e qualidade técnica.

Convidados especiais que já estiveram no festival

Em 19 anos de existência, o Festival de Dança de Joinville teve o privilégio de receber como convidados especiais, companhias e bailarinos de renome nacional e internacional, como:

Alícia Alonso e o Ballet Nacional de Cuba
Balé da Cidade de São Paulo (SP)
Balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ)
Balé Folclórico da Bahia (BA)
Ballet da Ópera de Paris ( França)
Ballet de Câmara Ballarcis (Chile)
Ballet Du Capitole de Toulouse (França)
Ballet Lolita (França)
Ballet Teatro Guaíra (PR)
Ballet Theatro Bolshoi (Rússia)
Cena 11 (SC)
Cia de Dança da Fundação Gulbenkian (Portugal)
Cia. De Dança Deborah Colker (RJ)
Cia. de Dança de Minas Gerais (MG)
Compañia de Danza Andaluza (Espanha)
Dança de Rua do Brasil (SP)
Escola de Danças Contemporâneas de Moscou (Rússia)
Fernando Bujones e Jeniffer Gelland (EUA)
Grupo Cisne Negro (SP)
Grupo Corpo (BH)
Grupo Raça (SP)
Jânia Batista do Ballet Bejárt (Suíça)
Marcia Haydée e o Stuttgart Ballet (Alemanha)