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Deborah Colker


Na abertura do 20o Festival de Dança de Joinville, dia 17 de julho, o palco do Centreventos Cau Hansen recebe a Cia. de Dança Deborah Colker, com o novo espetáculo "4x4". Sempre disposta a experimentar novos conceitos, cenários e sensações, Deborah Colker surpreende mais uma vez. Depois de colocar em evidência os planos aéreos, através de uma parede de alpinismo ("Velox"), uma roda-gigante ("Rota") e um andaime transfigurado em pavimentos ("Casa"), a coreógrafa puxa seu trabalho para o chão. Em "4x4", o palco recebe as obras de quatro artistas plásticos, distribuídos em ambientes distintos, sobre ou ao redor dos quais os bailarinos da companhia realizam seus movimentos. Segundo a própria Deborah, o espetáculo introduz uma compreensão diferente do espaço.

Todas as obras foram concebidas especialmente para o espetáculo, com exceção de "Cantos", de Cildo Meireles, que abre a apresentação. Criada no final da década de 60, e intocada desde então, ela é uma estrutura em madeira e sugere uma articulação de paredes, em cujos ângulos os dançarinos se concentram. Já "Mesa" é marcada pelo objeto lúdico, dotado de rodinhas, criado por Chelpa Ferro. Em cima dela é colocada uma esteira, sobre a qual dançam Deborah e os demais bailarinos da companhia. Dessa mesa provém a música, composta pelo grupo multimídia e que combina barulhos metálicos com sons da natureza.

"Polvinho" - que traz na trilha sonora a música-tema de Branca de Neve, "Someday My Price Will Come" - vem em seguida. Dançada sobre a pintura gigante que Victor Arruda realizou no linóleo que recobre o palco, emula o gestual cotidiano sempre presente nos espetáculos de Deborah. O encerramento acontece entre os 90 vasos de resina - que lembram peças de porcelana chinesa - que formam a instalação projetada pelo designer Gringo Cardia.


 
Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

Abrindo a Noite de Gala, dia 22 de julho, cerca de 40 alunos-bailarinos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil apresentarão a "Mostra-Fragmentos de Dança". O espetáculo vai reunir pequenos fragmentos de coreografias da 1ª Mostra Didática de Dança da Escola. Os alunos farão ainda, durante o Festival, duas apresentações da 1ª Mostra Didática de Dança, nos dias 18 e 21.




Instalada no Centreventos Cau Hansen, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil funciona desde março de 2000. É a primeira filial da famosa escola de Moscou, atuando fora da Rússia. Um dos fatores que determinaram a instalação da sede da Escola em Joinville foi o desenvolvimento da dança proporcionado por diversos anos de realização do Festival de Dança de Joinville. A escola propicia a formação de artistas da dança, ensinando a técnica de ballet e disciplinas complementares como dramaturgia e formação musical.
Thiago Soares e Roberta Marquez

A segunda atração da Noite de Gala, que pretende homenagear grupos e bailarinos que fizeram parte da história do Festival, será a apresentação de Thiago
Soares e Roberta Marquez, com o Grand Pas de Deux "Diana e Acteon".

Não é por acaso que Thiago e Roberta, que também já receberam premiações no Festival de Dança de Joinville, são atrações da Noite de Gala. De três anos para cá, os bailarinos Thiago Soares e Roberta Marquez, que atualmente se apresentam como solistas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro se tornaram o que se pode chamar de dupla perfeita. A parceria lhes rendeu destaque nacional e internacional, alcançando feitos inéditos no cenário brasileiro da dança.


Ballet Sesiminas - Cristina Helena

A outra atração da noite, o Ballet Sesiminas - Cristina Helena, de Belo Horizonte/MG, vai antecipar o clima e a magia do Natal no palco do Festival de Dança de Joinville, com a apresentação da suíte do balé "O Quebra Nozes". Assinada pela maitre e coreógrafa Cristina Helena, o espetáculo abre com um pas de deux que narra a passagem pelo País das Neves, segue com o conjunto "A Valsa das Flores" e encerra com a Coda. Serão 34 bailarinos em cena, reunidos para esta remontagem com toques característicos, especialmente na seqüência dos flocos de neve.

Fundada em 1990, a Sesiminas Cia. de Dança começou como um grupo de jovens bailarinos de formação clássica sob a direção de Cristina Helena. Com base num trabalho de pesquisa, resgatou o que há de mais precioso no repertório clássico acadêmico, que, aliado a seu alto nível artístico e técnico, ajudou a incorporar o compromisso de educar o público e formar novos profissionais. A Companhia teve freqüente participação em diversas edições do Festival de Dança de Joinville, tornando-se uma colecionadora de prêmios.


 
Ginga Cia. de Dança

A quarta atração da Noite de Gala desta edição do Festival de Dança é o Ginga Cia. de Dança, de Campo Grande/MS. O grupo vai apresentar a coreografia "100 Por Centro", uma homenagem às suas raízes culturais que mescla tradição e contemporaneidade. Assinada por Chico Neller, também diretor artístico do Ginga, a coreografia traz para o palco a cultura do Mato Grosso do Sul, num resgate às tradições.

A luta para divulgar a arte e a cultura de seu Estado já acompanha o Ginga Cia. de Dança desde os anos 80,
quando o grupo despontou no cenário nacional. Surgido como um grupo amador independente, influenciado pelo jazz, com o passar dos anos foi transformando sua linguagem coreográfica, passando a desenvolver a dança moderna e contemporânea em seu repertório. Foi premiado em festivais importantes em todo o território brasileiro. No 15o Festival de Dança de Joinville, em 1997, o Ginga recebeu o troféu de Melhor Coreografia.

Raça Cia. de Dança


O "Caminho da Seda", a ponte que une o Oriente ao Ocidente e que também serve de rota comercial de tecidos, sementes e materiais preciosos, serve de inspiração para o espetáculo homônimo que o Raça Cia. de Dança, de São Paulo/SP, apresenta também na Noite de Gala do Festival. De um trabalho iniciado no jazz, o Raça cresceu e passou a desenvolver suas performances voltadas para a dança contemporânea. Investindo em parcerias com importantes coreógrafos, a companhia paulista viaja o Brasil colecionando aplausos e elogios de público e crítica. Anualmente, uma de suas paradas obrigatórias é o Festival de Dança de Joinville, onde se apresenta desde sua terceira edição, em 1985. Começou concorrendo como grupo amador e, em 1997, debutou como grupo profissional convidado, vindo também nesta condição em 1999.
Dança de Rua do Brasil

Fechando a Noite de Gala do dia 22, o Dança de Rua do Brasil, de Santos/SP, promete novidades com a apresentação do espetáculo "Nossa Cara". O grupo começou competindo na modalidade jazz e conquistou várias vezes o primeiro lugar no Festival de Dança de Joinville, na modalidade dança de rua, apresentando-se como convidado pela primeira vez em 1999.

A dança de rua, que consagrou a companhia, continua a nortear o trabalho, mas dessa vez utilizando uma tendência pouca usada, com movimentações incomuns. A coreografia mostrará uma ligação com as raízes do street dance. Considerado o melhor grupo do gênero da América Latina, o Dança de Rua do Brasil foi um dos principais responsáveis pela popularização da cultura hip-hop no país, conquistando espaços generosos na mídia eletrônica, com aparições nos programas de Fausto Silva, Hebe Camargo e Xuxa.


 
Luciana Paludo - coreografia de Andrea Pivatto
Para coroar a última noite do Festival - a Noite dos Campeões, dia 27 de julho -, e abrir caminho para as apresentações dos primeiros lugares, Luciana Paludo, bailarina Medalha de Ouro em 2001,apresentará a coreografia "Divina Eva", de Andrea Pivatto, também Medalha de Ouro do Festival do ano passado como revelação.

Baseada na "Divina Comédia", de Dante Alighieri, este solo contemporâneo une filosofia e religião para narrar a trajetória de Eva pelo paraíso, inferno e purgatório. Para compor o cenário formado por grandes painéis inspirados no livro de Dante, mas com um toque atual, Andrea convidou o artista plástico paulista Cassiano Araújo.
Formada no Curso de Danças Clássicas, onde participou do projeto pré-profissional, de 1987 a 1991, Luciana Paludo é bacharel e licenciada em Dança pela PUC/PR e Fundação Teatro Guaíra de Curitiba. Em Joinville já participou dos festivais de 1998 a 2001. A coreógrafa Andrea Pivatto é formada em Psicologia pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) e dança desde os sete anos de idade. Fez vários cursos de danças entre Técnicas Modernas de Marta Graham e pesquisas coreográficas em Dança Contemporânea e participou de edições passadas do Festival de Dança de Joinville, conquistando primeiros lugares em 1997, 2000 e em 2001 o Prêmio Revelação.